Poema
O poema é o que ocorre depois do amor,
Ou aquilo que não se diz o que se sente.
Ele é o desejo que não se mostra,
Uma aposta incerta e pessoal;
Um dizer confessável à quem tem ouvidos — lidos!
Por juízes de nenhuma moral.
O poema nasce na raiz de uma revolução,
Na flor da guerra e nos corações;
Em palavras de ordem e regresso;
No pedido de rendição.
Na flor da guerra e nos corações;
Em palavras de ordem e regresso;
No pedido de rendição.
O poema é um pedido de volta
Àquela saudade que se agita no peito
Feita tão somente de imagens
Além da dor, da dúvida ou do desespero.
Àquela saudade que se agita no peito
Feita tão somente de imagens
Além da dor, da dúvida ou do desespero.
O poema nasce quando se morre,
Ele acontece quando nada mais pode.
Ele acontece quando nada mais pode.
Metamorfoseai-vos sentimentos abundantes,
Encham-se de cor e tomem forma
Tinjam o papel de novas memórias
A crescer no tempo
Para além das gerações vindouras.
Encham-se de cor e tomem forma
Tinjam o papel de novas memórias
A crescer no tempo
Para além das gerações vindouras.
Não havendo outra forma de exagerar
O que se quer falar e pensar da anatomia
Da curiosidade da vida
E a tudo a farta.
O que se quer falar e pensar da anatomia
Da curiosidade da vida
E a tudo a farta.
Enquanto se vive aqui,
O poema acaba.
O poema acaba.
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